Nota crítica à noção de “aplicação” de teorias na prática

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Uma noção das mais perversas em termos de pensamento teórico, e que infesta o senso comum acadêmico, extra-acadêmico e sub-acadêmico, é a de que as idéias – em geral ou seja quais forem – se “aplicam” (ou não – no que consistiria o critério de sua crítica) às coisas.

Nada pode ser mais anti-ontológico que imaginar a “aplicação” da idéia X na realidade, e demais variações do “decalque” ou encaixotamento da realidade nas idéias. 

É como pensar na possibilidade de uma idéia de âmbito absoluto (com o que, a bem da verdade, não se pensa coisa alguma), abstrata enquanto linguagem e, ao mesmo tempo, concreta enquanto efetividade que recobre e determina a realidade prática e sensível do mundo que existe fora das cabeças dos superpoderosos idealizadores.

Daí pra frente é lambança garantida. Filosofemas da não-filosofia, criticismo da falta de noção. O que ao menos serve como bom indício da consistência gasosa de um discurso – com o que vc já pode ter certeza de que se trata de elucubração dos intestinos da filosofística.

 

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teoria aplicada a provas

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